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FASUBRA delibera greve servidores das universidades a partir de 10 de novembro

Escrito por Imprensa. Publicado em Notícias

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Com informações do Site do Sintuff.

A Plenária Nacional da FASUBRA, realizada nos dias 20, 21 e 22/10 no Rio de Janeiro, deliberou pela deflagração da greve da categoria, a começar no dia 10 de novembro. A data da deflagração ocorre concomitantemente ao Dia Nacional de Luta e Defesa de Nossos Direitos, com greves, paralisações e manifestações em todo o país, data impulsionada inicialmente pelos metalúrgicos, que está sendo abraçada por diversas outras categorias. Os delegados presentes aprovaram ainda o adiamento do XXIII Congresso da Federação para maio de 2018.

É preciso seguir o exemplo dos técnico-administrativos das universidades pois não é mais possível esperar diante da política do governo de congelamento salarial e dos iminentes ataques que estão sendo articulados contra os direitos dos servidores. Por isso, as demais entidades nacionais do serviço público, tais como ANDES-SN e CONDSEF, precisam seguir o mesmo rumo da FASUBRA, caminhando para uma greve unificada.

O governo corrupto e ilegítimo de Temer trabalha no intuito de intensificar e acelerar o ajuste fiscal contra os trabalhadores e o povo, para garantir os lucros dos banqueiros, empreiteiras e do agronegócio. Agora, Temer prioriza ataques aos servidores, através de medidas como o Programa de Demissão Voluntária (PDV), a redução da jornada com redução de salários e o PL 116, da demissão por avaliação negativa, colocando fim à estabilidade e abrindo caminho para o assédio moral e as perseguições políticas.

O governo planeja avançar no pacote de ataques aos servidores, por meio de projetos de lei ou medidas provisórias, imediatamente após a iminente votação da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Temer, no Congresso Nacional.

O ataque às universidades públicas, a exemplo do que ocorre na UERJ, se intensifica. O governo Temer já anuncia medidas tais como o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14% e a reestruturação das carreiras do serviço público, destruindo conquistas e vitórias acumuladas pelos trabalhadores técnico-administrativos em educação nos últimos anos, através de inúmeras lutas e greves. “Esse projeto de (aumento da contribuição previdenciária para) 14% e de demissão começou no Rio de Janeiro e foi aprovado. Nós estávamos lá na luta. O que a gente está esperando? Acontecer com os federais?"  afirmou Sadi Herculano, coordenador do SINTUFF.

 

Resoluções da Plenária Nacional da FASUBRA 

•    Deflagrar a greve para o dia 10 de novembro, com possibilidade de antecipação, caso o projeto que reestrutura as carreiras seja apresentado (em forma de MP ou de projeto de Lei) antes dessa data.

•    Construir e participar das atividades convocadas pelas centrais sindicais no dia 10 de novembro.

•    Enviar ofício ao Ministério da Educação (MEC), informando que, em caso de qualquer ataque ao Plano de Cargos e Carreiras dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE) que modifique a Lei 11.091/05, a FASUBRA vai deflagrar greve imediatamente.

•    Realizar uma paralisação no dia 27 de outubro, Dia Nacional em Defesa dos Serviços Públicos, com ações radicalizadas.

•    Caravana Nacional a Brasília - A direção da FASUBRA vai convocar uma grande manifestação em Brasília-DF, todas as entidades de base precisam ficar em alerta. Será avaliado o melhor momento para a convocação da caravana.

 

Eixos da Greve

•    Defesa da Carreira dos TAES!

•    Negociação Salarial Já! Nenhum direito a menos!

•    Contra o aumento da contribuição previdenciária! Não à Reforma da Previdência!

•    Revogação do PDV!

•    Em defesa do ensino superior público, gratuito e de qualidade!

•    Em defesa dos serviços públicos!

•    Contra o PL 116/17 – demissão por avaliação negativa (fim da estabilidade)

•    Em defesa dos hospitais universitários.  

 

Campanhas gerais

•    Participar da campanha pela revogação da reforma trabalhista

•    Campanha contra a retirada do título de patrono da educação de Paulo Freire.

•    Contra a reforma da previdência

 

Campanhas de esclarecimento específicas

•    Desmonte da carreira

•    Fim da estabilidade – demissão por avaliação negativa

•    PDV

•    Implicações da reforma trabalhista – terceirização nas universidades.

•    Em defesa da jornada de 30 horas (jornada contínua com turnos ininterruptos)

•    FORA TEMER!