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OCUPAR BRASÍLIA CONTRA TEMER E SUAS REFORMAS | GREVE GERAL JÁ!

Escrito por Imprensa. Publicado em Notícias

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Resolução política da Executiva do Sintsep-Pa aprovada em 21 de Novembro de 2017

 

Considerando que:

1. O presidente Temer e o Congresso seguem com sua agente de ajuste fiscal, ataques e retirada de direitos dos trabalhadores e destruição dos serviços públicos, dos quais destacamos a PEC do congelamento (EC 95), reforma Trabalhista, o PDV, a MP 805, e a sua sonhada Reforma da Previdência.

2. Como parte desses ataques, há um pacotaço de medidas contra o funcionalismo público federal, que além de reduzir e congelar salários, ataca o direito à estabilidade, o direito de greve e intensifica o assédio moral.

3. A busca de concretizar essas Reformas intensifica os esquemas de corrupção e loteamento de cargos nos ministérios e nos órgãos públicos e que o maior exemplo disso atualmente é a nova Reforma ministerial promovida por Temer que visa garantir a maioria dos votos do congresso na Reforma da Previdência. 

3. No dia 25/10 Temer se salvou, pela segunda vez das denúncias de corrupção na Câmara dos Deputados, sem grandes protestos ou chamados à luta por parte das principais centrais sindicais (CUT, CTB) desse país, o que denota mais uma vez a existência de um grande acordo nacional, visando às eleições de 2018.

4. Lula disse em Minas Gerais que "não é mais o momento de pedir 'Fora Temer' "; a executiva do PT defendeu Aécio, e o PCdoB convidou Rodrigo Maia para seu congresso; as senadoras Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazzioni (PCdoB) e Jorge Viana (PT) se ausentaram da sessão sobre Aécio Neves, favorecendo o PSDB; PT, PCdoB, CUT e CTB se empenham nas caravanas em defesa de Lula, mas boicotaram as manifestações de 14/09.

5. A Condsef , mesmo com todos os ataques contra os servidores, segue no imobilismo e se recusa a chamar a greve dos SPFs. Apesar de ter aprovado a construção do dia 10 não o construiu de fato, preferindo girar suas forças para a construção de um seminário as portas fechadas em Brasília.

6. Em meio a tantos ataques, salta aos olhos a experiência da greve dos metalúrgicos da Cherry que derrotou a aplicação da reforma trabalhista naquela empresa, mostrando mais uma vez que não será nos acordo de gabinetes e muitos menos nas urnas que derrotaremos Temer e suas reformas, mas sim por meio de nossa mobilização, greves e protestos.

7. Os ataques de Temer exigem uma greve unificada dos servidores federais e que é preciso que Condsef, Sinasefe, ANDES-SN, Fenasps, Fenajufe, Assibge e demais entidades entrem em greve junto com a FASUBRA. E que, para furar o acordão dos de cima, é necessária a construção de um bloco alternativo, independente do Petismo e das velhas centrais sindicais.

A direção executiva do Sintsep-Pa resolve:

1. Participar da caravana do dia 28 de novembro em Brasilia

2. Apoiar a greve dos trabalhadores das universidades, levando a estes nossa solidariedade e apoio.

3. Exigir da Condsef e das demais entidades nacionais de SPFs (Andes, Sinasefe, Fenasp, etc.) que se somem greve da FASUBRA construindo imediatamente a greve unificada dos servidores públicos por tempo indeterminado.

3. Que as entidades que compõe o fonasefe convoquem uma plenária deliberativa, com delegados eleitos na base para deliberar pela greve unificada dos SPF e demais medidas contras os ataques de Temer.

4. Construir junto aos sindicatos de oposição à Condsef e associações de órgãos, como CNASI, um movimento nacional que pressione pela greve unificada dos servidores

5. Exigir das CUT, CTB, Força, NCST e demais centrais que convoque nova greve geral!